TODOS À LUTA! DIA 10 É DIA DE ASSEMBLEIA GERAL! OU NEGOCIA OU PARAMOS!

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios em Goiás podem paralisar suas atividades, a partir das 22h do dia 10 de setembro. A decisão será tomada em Assembleias, que serão realizadas em Goiânia e em cidades do interior do estado, conforme o calendário nacional de mobilização da categoria. Em Goiânia, a Assembleia será realizada presencialmente em frente o edifício-sede, na Praça Cívica, a partir das 18h30, em primeira chamada, com início às 19h, em segunda chamada. Nos municípios do interior, os trabalhadores deverão participar das Assembleias nos locais e horários indicados no quadro abaixo.

Negociações seguem sem avanços

No dia 28 de Agosto, a empresa entrou com pedido de intermediação pré-processual junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A possibilidade de greve ocorre diante da falta de avanços nas negociações da Campanha Salarial 2026/2027. Na terça-feira (1º de setembro), foi realizada a primeira audiência de tentativa de conciliação no TST, mas a reunião foi encerrada sem acordo.

Na quinta-feira, 3 de setembro, houve por parte da empresa uma proposta, mas até o presente momento ainda não foi emitida a minuta e essa proposta deverá passar pelo crivo das Assembleias. Em caso de reprovação da mesma, colocaremos em discussão a proposta de greve geral e, então, após análise e discussão, se porá em votação.

Segundo a avaliação das entidades sindicais, os Correios, apesar de avançarem na pauta econômica, não dando aumento real, mas pelo menos igualando o índice inflacio- nário, permanecem intransigentes em relação a alguns pontos, como na questão do plano de saúde e insistindo em propostas que atingem direitos dos trabalhadores.

Presidente dos Correios faz live responsabilizando a categoria pelas dificuldades

Na última quarta-feira (2), o presidente dos Correios fez uma live com as regionais da empresa para tratar da situação financeira dos Correios e das negociações do Acordo
Coletivo de Trabalho (ACT), durante a sua fala, indiretamente, ele culpou os trabalhadores pelas dificuldades financeiras da empresa ao dizer que “85% dos gastos da empresa é com folha de pagamento e que 65% do efetivo é da área operacional”, ou seja, indiretamente quem é da área operacional é que é responsável.

Para o SINTECT-GO, o momento exige organização e mobilização da categoria. Enquanto a empresa apresenta um cenário de crise e mantém propostas que retiram direitos, os trabalhadores defendem que a solução para os problemas dos Correios não pode ser construída às custas daqueles que sustentam a empresa diariamente.

O momento exige a participação ativa de todos!

Reunião do Comando de Negociação na última sexta (04)

O Comando Nacional de Mobilização e Negociação da FENTECT, se reuniu na última sexta-feira (04), em Brasília, para fazer a avaliação das reuniões de tentativa de conciliação pelo TST. Foi avaliado que a proposta apresentada pela direção dos Correios é diferente da primeira, mas ainda não atende aos anseios da categoria. A proposta apresentada pela direção dos Correios para o próximo ACT tem vigência de 2 (dois) anos. Já o reajuste salarial de 4,35% (Indice do INPC) neste primeiro ano, alcança os benefícios e exclui as funções gratificadas, funções de confiança ou quaisquer parcelas vinculadas ao exercício de função, cargo em comissão ou atividade diferenciada.

Para o segundo ano, a proposta é de recomposição da inflação do período com os mesmos critérios do primeiro ano, o que deixaria a categoria sem ganho real por dois anos. Para as demais cláusulas, a proposta é de reedição da sentença normativa do ano passado, sem as 4 (quatro) cláusulas suspensas devido ação judicial da empresa no
Superior Tribunal Federal (STF). A Empresa explicou que não abre mão das cláusulas que estão suspensas pelo STF, as quais são: Plano de saúde, 70% de férias, Repouso Trabalhado e Ticket Extra.

Plano de Saúde

A direção dos Correios quer deixar de ser a mantenedora do plano de saúde. Isso, na prática, significa que ela quer deixar de arcar com sua parcela de corresponsabilidade (pagamento) de cerca de 1,4 bilhão de reais, por ano, jogando esse valor nas costas dos trabalhadores.

70% de férias

A direção dos Correios pretende retirar esse benefício histórico da categoria para economizar às custas de retirada dos nossos direitos.

Repouso Remunerado

A direção dos Correios não retira a cláusula do Acordo, mas reedita colocando que o dia de repouso trabalhado (domingo ou feriado), valerá somente 100%. Ou seja, o valor de um dia de trabalho normal. Isso é péssimo, pois abre prerrogativa para convocações nos dias de domingo, retirando os trabalhadores de seus lares.

Ticket Extra

Os Correios pretendem simplesmente economizar e não pagar uma cláusula histórica e que só existe por conta de um Acordo passado, de cessão de 2 (dois) tickets, por parte dos trabalhadores, como economia para recebê-los no mês de dezembro. Uma injustiça que reduziria poder de compra para o fim de ano das famílias ecetistas.
Diante dessa situação, o Comando Nacional de Mobilização convoca todos os trabalhadores para se mobilizarem nas atividades do Calendário Nacional Unificado. No dia 07 de setembro é importante a participação no “Grito dos Excluídos”, com faixas e reivindicações.

Caso a Empresa não recue dos ataques e pare de insistir em tirar o plano de saúde da categoria, estaremos preparados
para deflagrar a GREVE NACIONAL a partir das 22h do dia 10/09.