Enquanto o povo paga a conta, 251 deputados escolheram proteger lucros de bancos, apostas e grandes investidores, com a ajuda de Tarcísio de Freitas nos bastidores. Na noite da última quarta-feira (8), o Congresso Nacional decidiu não votar a medida provisória (MP) que elevava a tributação sobre setores bilionários e, com isso, deixou a proposta “caducar”.
O texto fazia parte do esforço do governo Lula (PT) para equilibrar as contas públicas e promover mais justiça tributária, atingindo diretamente os lucros de bets, fintechs, LCI e LCA, Juros sobre Capital Próprio (JCP) e outros mecanismos de acumulação financeira.
Com essa manobra, os parlamentares escolheram o lado dos bilionários e do mercado financeiro, deixando de aprovar uma proposta que poderia aliviar a carga tributária sobre trabalhadores e trabalhadoras. O resultado foi uma derrota para a população que mais depende das políticas públicas.
Quando parte do Congresso decide contra o povo
Ao permitir que a MP caducasse, o Congresso não apenas deixou de votar uma proposta técnica. Assinou um manifesto político em defesa da desigualdade. A decisão reforça a lógica perversa de que o pobre deve apertar o cinto, enquanto os ricos continuam enchendo os bolsos. O governo federal contava com a arrecadação prevista na MP para ampliar investimentos em educação, saúde e programas sociais.
Agora, esses recursos ficam comprometidos e quem paga a conta, mais uma vez, é o povo. Enquanto as apostas esportivas movimentam bilhões e o setor financeiro bate recordes de lucro trimestre após trimestre, o Brasil segue convivendo com filas no SUS, escolas sem estrutura e famílias endividadas tentando sobreviver com salários cada vez mais corroídos pela inflação.
Tarcísio articula contra o povo
Nos bastidores, o governador de São Paulo, que deveria estar cuidando do povo paulistano, já que se propõe a ser defensor da sociedade em 2026, como candidato à presidência, Tarcísio de Freitas (Republicanos) demonstrou claramente de que lado está, não do povo brasileiro, mas dos privilégios que sempre discursou contra. Ele e mais dois líderes, Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil) se propuseram a articular a derrocada da PEC.
Com o discurso público de que “a população não aguenta mais impostos”, na prática ele defendeu os privilégios de quem já lucra com isenções e brechas tributárias e se alinhou aos interesses do mercado financeiro e das grandes corporações, trabalhando contra uma proposta que buscava equilibrar o jogo entre ricos e pobres.
Ricos de um lado, o povo do outro
O episódio deixa claro que há uma guerra de classes em curso (eles contra nós). Interessante que, quando o governo propõe benefícios para a maioria da população, o debate é sempre sobre “gastos” e que o governo tem que cortar “na carne”, mas quando o Congresso vota projetos que favorecem grandes empresários e o agronegócio, de repente ninguém fala em “responsabilidade fiscal”.
Essa é a verdadeira hipocrisia que sustenta o sistema: quem trabalha paga, quem lucra é premiado.
Nossa luta continua
A derrubada da MP é, sem dúvida, uma derrota momentânea para o governo e para o povo, mas também um alerta importante. Mostra que o Brasil só será um país justo quando a sociedade se mobilizar nas ruas e nas urnas, por uma reforma tributária que enfrente os privilégios históricos das elites.
Enquanto isso não acontecer e sem pressionar, o Congresso seguirá votando, ou deixando de votar, em especial partidos de direita, de acordo com os interesses de suas campanhas e não de quem os elegeu.
A luta por justiça fiscal é, na essência, uma luta por democracia e dignidade. E cada decisão como essa deixa ainda mais evidente: no Brasil, a escolha entre ricos e pobres é também uma escolha moral.
Fiquemos atentos
Esteja atento ao voto que dará nas urnas no próximo ano. A responsabilidade de votar nos membros do legislativo pode mudar o curso das decisões em um país, por isso é preciso votar de forma com clareza, analisando cada candidato, como cada um vem exercendo o seu papel nestes anos de mandato e se o seu voto será dado a quem, realmente, defende os interesses da população e dos trabalhadores (as) ou apenas os seus próprios interesses e dos super-ricos que servem ao seu mandato.
Anote os nomes dos deputados que vem votando contra a população, com o intuito insano de atacar o governo, fragilizá-lo pelo interesse da retomada do poder, mas fica claro e evidente que o ataque é contra o povo brasileiro, dentre eles os mais vulneráveis, atente para que estes não permaneçam mais no Congresso Nacional nos próximos anos, evitando a nossa derrota.
Vamos todos fazer a nossa parte e varrer do Congresso quem não nos representa!
Deputados de Goiás, que votaram contra o povo, pela derrubada da MP 1303:
Adriano do Baldy (PP)
Daniel Agrobom (PL)
Dr. Zacharias Calil (União Brasil)
Gustavo Gayer (PL)
Leda Borges (PSDB)
Magda Mofatto (PRD)
Marussa Boldrin (MDB)
Deputados de Goiás, que votaram a favor do povo, contra a derrubada da MP 1303:
Delegada Adriana Accorsi (PT)
Flávia Morais (PDT)
Jeferson Rodrigues (Republicanos)
Rubens Otoni (PT)
Samuel Santos (Podemos)
Deputados de Goiás, que ficaram “em cima do muro”, no momento de se posicionarem a favor do povo, preferiram se ausentar, para não se comprometerem com os seus partidos, que votam contra o povo:
Célio Silveira (MDB)
Dr. Ismael Alexandrino (PSD)
José Nelto (União Brasil)
Professor Alcides (PL)
Silvye Alves (União Brasil)
