As negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026 entre os Correios e as entidades representativas da categoria seguem em andamento desde o fim de junho e têm sido marcadas por impasses e forte mobilização sindical. O SINTECT-GO, juntamente com a FENTECT e demais sindicatos filiados, têm participado ativamente de todas as rodadas de negociação e atos em defesa dos trabalhadores, reafirmando seu compromisso com o diálogo, a transparência e a luta por um acordo justo para toda a categoria ecetista.
O processo de negociação teve início em 29 de julho de 2025, quando a FENTECT protocolou a pauta nacional de reivindicações e os Correios confirmaram o calendário de reuniões. Desde então, o SINTECT-GO tem acompanhado de perto cada etapa do processo, participando das discussões e mobilizações. Durante esse período, o ACT 2024/2025 foi prorrogado, garantindo a continuidade das cláusulas e a segurança jurídica aos trabalhadores enquanto o novo acordo é debatido.
Em agosto, no entanto, a empresa suspendeu temporariamente as negociações, alegando falta de autonomia para deliberar sobre as cláusulas. Diante disso, a categoria reagiu. Dirigentes do SINTECT-GO estiveram em Brasília, junto à FENTECT, para pressionar pela retomada das tratativas. Assim, foram realizadas manifestações em frente ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e ao Ministério da Fazenda, onde foi entregue uma carta ao ministro Fernando Haddad com propostas para fortalecer os Correios. O documento abordou temas centrais como a revogação da Portaria 1086/24, que retirou a exclusividade da estatal no desembaraço de remessas internacionais; a Lei 14.902/24, que instituiu a chamada “taxa das blusinhas”; a recuperação de créditos tributários de R$ 1,8 bilhão e a necessidade de aporte financeiro emergencial para assegurar a sustentabilidade da empresa.
Após a mobilização, uma comissão formada por representantes da FENTECT e de sindicatos — incluindo o o SINTECT-GO — foi recebida pelo diretor de Gestão de Pessoas dos Correios, Getúlio Ferreira, o que possibilitou a reabertura das negociações. No entanto, alguns pontos de impasse permanecem. Entre eles estão a convocação dos aprovados no último concurso público, a defesa do plano de saúde e a manutenção das cláusulas sociais.
No entanto, a Empresa apresentou aos dirigentes sindicais e representantes dos trabalhadores a proposta de jornada 12×36, que foi amplamente rejeitada. Para o SINTECT-GO e as demais entidades sindicais esse tipo de jornada representa retrocesso, precariza o trabalho e compromete a saúde e o convívio familiar dos ecetistas.
O SINTECT-GO defende que a solução para a crise da ECT não está em cortar direitos ou flexibilizar jornadas, mas em investir na reestruturação operacional, contratar efetivo e melhorar a gestão, fortalecendo o papel público e estratégico dos Correios. A federação e seus sindicatos têm denunciado que o sucateamento da empresa nos últimos anos foi intencional, e que a recuperação só será possível com a luta unificada da categoria, a valorização dos trabalhadores e a defesa de uma estatal pública e de qualidade.
Enquanto o acordo não é fechado, o estado de greve aprovado em assembleias continua em vigor como instrumento legítimo de pressão. O SINTECT-GO permanece mobilizado, acompanhando de perto cada reunião, cobrando soluções concretas e se colocando, mais uma vez, ao lado dos trabalhadores e da FENTECT na construção de um ACT que garanta direitos, dignidade e o fortalecimento dos Correios públicos.
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