CHEGA DE IMPOSIÇÃO: TRABALHADOR NÃO ACEITA ESCRAVIDÃO!

A insatisfação dos trabalhadores (as) diante das sucessivas alterações nas escalas de trabalho tem se tornado cada vez mais evidente e, mais do que isso, insustentável.

Estamos vivenciando um cenário de constantes mudanças unilaterais nos horários, ameaças de fechamento de unidades, tentativas de imposição da escala 12×36, possibilidade de transferências arbitrárias e aplicação de SD’s baseadas exclusivamente em sistemas eletrônicos. Tudo isso tem gerado um ambiente de insegurança, desgaste e desmotivação.

As mudanças de jornada vêm sendo implementadas sem diálogo, sem planejamento e, principalmente, sem respeito à realidade de quem está na linha de frente. Essa postura autoritária impacta diretamente a vida pessoal, familiar e profissional dos trabalhadores. Não se trata de simples ajustes: são decisões que afetam compromissos essenciais, desorganizam rotinas e colocam em risco a saúde física e mental da categoria.

A Consolidação das Leis do Trabalho é clara: alterações nas condições de trabalho não podem causar prejuízo ao trabalhador, especialmente quando feitas sem negociação. O que vemos hoje é justamente o contrário, uma condução que ignora o equilíbrio necessário nas relações de trabalho e exclui completamente o Sindicato e os trabalhadores de qualquer processo de decisão.

MENOS DIÁLOGO E MAIS IMPOSIÇÃO
A insistência nessas práticas demonstra o projeto de aumentar a exploração do trabalho, impondo jornadas mais pesadas à base da categoria, justamente aqueles que sustentam o funcionamento diário da empresa.

O MITO DA ESCALA 12×36
A empresa tenta vender a escala 12×36 como vantajosa, utilizando o argumento das 36 horas de descanso. Mas a realidade é outra:
• As primeiras horas de folga são consumidas pela recuperação física do desgaste extremo;
• O tempo real de descanso e lazer é muito menor do que parece;
• Muitos trabalhadores precisam de um segundo emprego, anulando completamente qualquer descanso;
• O risco de adoecimento físico e mental cresce de forma alarmante.

NÃO É BENEFÍCIO!
É dessa forma que a regional demonstra preocupação com o bem-estar e a saúde mental e psicológica dos seus trabalhadores, insistindo no arrocho, nas constantes mudanças e na imposição de condições que dificultam ainda mais a vida destes? Não basta a sobrecarga já existente, com a exigência de prestação de serviços pelos carteiros em unidades como o CTCE, em razão da falta de OTT (cargo extinto), e no CEE, para dar vazão a cargas represadas e excessivas pela ausência de novas contratações?

E, mesmo diante desse cenário, ainda se exigem justificativas quando o trabalhador se posiciona de forma contrária?

Essa realidade precisa ser revista com urgência!

Os trabalhadores defendem uma jornada reduzida 5 x 2, A PEC 148/2015 (Redução Gradual), por outro lado, a deputada Érika Hilton propõe a PEC da Escala 4×3 (PEC 08/2025) e aqui traz o comparativo dos benefícios e malefícios aos trabalhadores: