Como parte do processo de reestruturação dos Correios, a atual presidência da empresa vem de forma incisiva implementando a chamada roteirização, que tem gerado um verdadeiro caos no CEE Goiânia. Uma ferramenta, que na teoria deveria se trazer mais agilidade e eficiência nas entregas domiciliares, tem gerado mais acúmulo de objetos não percorridos, mais atrasos e o que vai gerar também mais reclamações e indenizações com ônus para a ECT.
É preciso que a gestão repense a forma como está sendo implantada e a dinâmica desta ferramenta, para que de fato ela se torne eficiente na prática. É preciso que a gestão ouça os trabalhadores e as trabalhadoras envolvidos para que, através das experiências vividas nos locais de trabalho, possam melhorá-la, trazendo mais resultados e qualidade de vida para os trabalhadores (as).
No entanto, o que tem ocorrido, não é de forma alguma o diálogo. A ordem que tem sido expressa, segundo dizem, vinda de Brasília, é que a roteirização seja implantada a qualquer custo, mesmo estando claro que ela não dá certo da forma que está sendo feita.
Isso mostra uma tremenda intransigência e autoritarismo por parte desta atual presidência da empresa e seus subordinados, que estão causando mais danos aos trabalhadores com a sobrecarga, com a pressão de não conseguirem realizar as entregas diárias, com o acúmulo de objetos parados e à população que sofre com os atrasos das encomendas.
Isso só tem gerado mais desgastes à imagem da empresa, que já vem sendo massacrada pela mídia. Se o intuito é gerar mais desgastes e trazer mais problemas para os Correios, a roteirização está cumprindo este papel.
Fora Emmanoel Rondon!
Diretoria Colegiada
SINTECT-GO
