Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios em Goiás aprovaram, durante Assembleia Geral realizada na terça-feira (25), o estado de greve, com indicativo de paralisação a partir das 22h do dia 10 de setembro. A assembleia foi realizada de forma virtual, justamente para possibilitar a participação dos ecetistas de todas as regiões do estado, e contou com a presença de 168 trabalhadores.
A categoria ainda rejeitou a proposta econômica da Empresa de 0,87% para salários e tickets durante a Assembleia. Na ocasião, os presentes também aprovaram a prorrogação da sentença normativa enquanto durarem as negociações da Campanha Salarial 2026/2027, e discutiram a situação da Postal Saúde, problemas relacionados às condições de trabalho e as próximas ações de mobilização.
Proposta econômica é considerada insuficiente
Durante a avaliação da Campanha Salarial, o representante do sindicato na Mesa Nacional de Negociação, Ueber Barboza, apresentou um balanço das discussões realizadas com a empresa.
Entre os pontos apresentados está a proposta de reajuste de apenas 0,87% para salários e tickets, correspondente a menos de 20% do INPC, considerada insuficiente pelos trabalhadores. A proposta apresentada pelos Correios também prevê alterações que atingem direitos da categoria, como a retirada da responsabilidade da empresa pela manutenção do plano de saúde e mudanças nas liberações sindicais.
O sindicato também destacou que seguem as discussões sobre a reestruturação dos Correios, incluindo fechamento de unidades, mudanças nas condições de trabalho e outras medidas que afetam diretamente os trabalhadores.
Diante desse cenário, a categoria avaliou que é necessário ampliar a mobilização e pressionar o governo para que haja avanços nas negociações.
Categoria aprova prorrogação da sentença normativa
Outro ponto importante da assembleia foi a votação sobre a prorrogação da sentença normativa do dissídio coletivo anterior.
A sentença tinha vigência até 31 de julho de 2026. Como as negociações do novo acordo coletivo ainda não foram concluídas, a prorrogação é necessária para garantir a manutenção das cláusulas sociais enquanto as tratativas continuam, ressalvadas aquelas que estão sendo discutidas judicialmente.
A proposta foi aprovada por ampla maioria, com 85 votos favoráveis.
Estado de greve e indicativo de paralisação
A proposta de estado de greve, com indicativo de paralisação a partir das 22h do dia 10 de setembro, foi aprovada por ampla maioria, também com 85 votos favoráveis. Essa data acompanha o calendário de mobilização construído nacionalmente pelas entidades que participam das negociações da Campanha Salarial.
Dessa forma, o Sintect-GO seguirá realizando atividades de mobilização junto à categoria, incluindo reuniões nos locais de trabalho e ações nos Centros de Distribuição Domiciliária (CDDs) de Goiânia e em Rio Verde.
Sindicato cobra solução para problemas na Postal Saúde
A assembleia também trouxe informações sobre a situação da Postal Saúde, especialmente em relação ao atendimento médico no interior de Goiás.
Dirigentes do Sintect-GO informou que havia preocupação com possíveis descredenciamentos de profissionais e estabelecimentos da rede médica, o que poderia prejudicar o atendimento dos trabalhadores e seus dependentes em municípios do interior.
Após a intervenção da representação sindical, a medida foi suspensa. Também foi agendada uma visita da direção nacional da Postal Saúde a Goiás para o dia 8 de setembro, quando deverão ser discutidas as condições de atendimento em cidades como Catalão, São Luís de Montes Belos, Caldas Novas, Anápolis e outras regiões.
O sindicato também segue cobrando soluções para problemas relacionados às escalas de trabalho em Rio Verde e outras demandas apresentadas pelos trabalhadores.
Mobilização continua
Com a aprovação do estado de greve, a direção do SINTECT-GO reforça a necessidade de participação da categoria nas próximas atividades de mobilização.
A partir de 1º de setembro, estão previstas visitas aos locais de trabalho. No dia 2 de setembro, também está previsto um ato nacional de mobilização e pressão junto ao governo.
Portanto, a participação de cada trabalhador e trabalhadora será fundamental para pressionar por avanços nas negociações e defender salários, direitos, emprego e condições dignas de trabalho nos Correios.
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