Mesa de Negociação segue na luta pela construção do novo Acordo Coletivo

Os dirigentes sindicais do SINTECT-GO, Dirlene Ferreira e Ueber Barboza, participam desde o dia 14 de julho da Mesa Nacional de Negociação dos Correios, responsável por discutir as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.

Em entrevista para o “Classe Trabalhadora em Debate” do SINTECT-GO, a dirigente sindical Dirlene Ferreira apontou que, durante a primeira semana de negociações, um dos principais temas debatidos foi o combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. Em muitos casos, a vítima acaba sendo removida do local de trabalho, enquanto o acusado permanece na unidade.

A questão voltou à pauta na segunda semana, especialmente durante a discussão das cláusulas voltadas às mulheres. Segundo Dirlene, as trabalhadoras estão entre as principais vítimas de assédio moral e sexual dentro da empresa. A licença para adoção e a licença menstrual também foram discutidas nas negociações, abordando as dificuldades das trabalhadoras em terem acesso aos seus direitos. 

Enquanto as cláusulas sociais seguem em debate, as cláusulas econômicas têm previsão de discussão a partir do dia 18 de agosto. No entanto, ainda não há confirmação de que serão efetivamente apresentadas nessa data.

Outro aspecto que gera preocupação é a situação jurídica do ACT anterior. O acordo referente ao período 2025/2026 ainda possui cláusulas em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, os trabalhadores atualmente estão amparados por uma sentença normativa e não por um Acordo Coletivo firmado entre as partes, correndo o risco de ficar sem cláusulas pré-existentes garantidas.

Paralelamente à Mesa Nacional de Negociação, uma segunda frente de discussões foi criada para tratar do processo de reestruturação da empresa. A criação da mesa paralela demonstra a relevância e a urgência desses temas, considerados atuais e ainda não contemplados pelos Acordos Coletivos. A intenção das entidades sindicais é que, futuramente, questões relacionadas à reestruturação sejam incorporadas às negociações formais para garantir maior proteção aos empregados.

Dirlene também destacou a importância dos trabalhadores acompanharem os desdobramentos das negociações por meio dos boletins informativos e das redes sociais do Sindicato. 

Apesar das dificuldades, os dirigentes afirmam que a mobilização sindical permanece ativa. “Já prevemos que não será uma negociação fácil e que não será um ano fácil até mesmo para manter os direitos já conquistados. Mas a luta continua e estamos lá pra isso e não desistir”, ressaltou Dirlene.

Confira a entrevista completa no link: https://www.youtube.com/watch?v=6IMV-puFjWQ&t=357s