O SINTECT-GO realizará, na próxima terça-feira, 16 de dezembro, uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a aprovação ou não de greve nacional, para esse dia, a partir das 22 horas. A Assembleia será realizada de forma virtual, com primeira chamada às 18h30 (com quórum de 50% + 1) e segunda chamada às 19h, com qualquer número de participantes, em conformidade com o Estatuto do Sindicato (Capítulo 6, Art. 14, §1º). O link de acesso será encaminhado aos trabalhadores pelos canais oficiais de comunicação do SINTECT-GO.
Na pauta da Assembleia serão tratados os seguintes pontos: a) Informes; b) Avaliação da Campanha Salarial; c) Decretação ou não de greve a partir das 22 horas do dia 16/12/2025 ou a manutenção do estado de greve.
A convocação ocorre após uma semana intensa de mobilizações em Brasília, onde trabalhadores (as) dos Correios de todo o país participaram, no dia 10, de atos em frente ao edifício-sede da estatal e ao Palácio do Planalto. Apesar da forte pressão e da disposição contínua das federações e sindicatos em manter o diálogo aberto, a empresa não apresentou nenhuma proposta ao Comando Nacional de Negociação. Ao contrário, insistiu na retirada de cláusulas históricas do Acordo Coletivo de Trabalho, o que acentuou o impasse nas negociações.
Após o ato, uma comissão de dirigentes sindicais se reuniu com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que se comprometeu a buscar uma solução junto à Presidência da República. Ainda na noite de quarta-feira, 10, foi comunicado ao movimento sindical que a empresa havia solicitado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) a abertura de um pedido de mediação de conciliação. A reunião ocorreu na quinta-feira, 11, porém os Correios mantiveram postura intransigente, recusando-se a apresentar propostas efetivas, o que impediu qualquer avanço no processo de negociação.
Diante desse cenário, o SINTECT-GO reforça a importância da participação massiva dos trabalhadores na Assembleia do dia 16/12. Caso não haja mudança na postura da empresa até lá, os trabalhadores poderão recorrer ao último instrumento legítimo de luta da categoria: a GREVE!
O Sindicato destaca que a mobilização de todos é fundamental para a defesa dos direitos, das conquistas históricas e da própria continuidade dos Correios como empresa pública essencial para o Brasil.
Juntos na luta por um Correios melhor!
