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Campanha Salarial (184)

Greve prejudica 24% das entregas dos Correios, diz ECT

 
No segundo dia da greve dos funcionários dos Correios, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) registrou um atraso nas entregas de cartas e encomendas de 24%. "Da carga diária, 76% está sendo entregue no prazo, o que equivale a 27 milhões de cartas e encomendas - o restante pode ter atraso de até um dia", informa comunicado divulgado nesta quinta-feira.

A ECT disse também que, assim como nesta quinta, 91% dos trabalhadores seguiram trabalhando normalmente. Dos 120 mil funcionários, um efetivo de 10.438 aderiram à paralisação, segundo aferição feita pela empresa por meio do sistema eletrônico de ponto. Na quarta-feira (19), a ECT apresentou números similares, mas a federação da categoria argumentou que a empresa "joga os números para baixo" para minimizar a força do movimento.

Para garantir a entrega de cartas e encomendas, os Correios estão adotando medidas como a realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões nos finais de semana.

Na quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que, apesar da greve, os sindicatos precisam manter um contingente de pelo menos 40% dos profissionais em todas as áreas para evitar problemas no serviço.

O comunicado informou ainda que a rede de agências no País está aberta e funciona normalmente. "Todos os serviços de entrega dos Correios, inclusive o Sedex, estão disponíveis, com exceção dos que têm "hora marcada" (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje e o Disque-Coleta) destinados a São Paulo capital e região metropolitana, Tocantins, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No Rio de Janeiro, estão suspensos apenas a entrega de Sedex Hoje e o Disque-Coleta."

O TST também decidiu levar a julgamento o dissídio dos Correios, já que não houve acordo entre a empresa e o sindicato na audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira em Brasília. A ministra Kátia Arruda será a relatora e definirá a data do julgamento. "Os Correios estão envidando todos os esforços para garantir o atendimento à população brasileira e, antecipadamente, pedem desculpas pelos eventuais transtornos que possam vir a ser causados aos cidadãos", finalizou a nota.

 
Fonte/Autoria: Portal IG
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Greve dos Correios terá nova audiência de conciliação no TST na terça-feira

 
A ministra Kátia Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcou para as 14h da próxima terça-feira (25) uma segunda audiência de conciliação entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect).

A ministra é a relatora do processo de dissídio coletivo ajuizado pela empresa em razão da greve dos trabalhadores. A paralisação atinge 21 estados e o Distrito Federal.

Na segunda-feira (24), véspera da audiência, a Fentect deve protocolar uma contraproposta de reajuste, aprovada em assembleias realizadas hoje (21). Baseada na sugestão feita na última quarta-feira (19) pela ministra Cristina Peduzzi, vice-presidenta do TST, a contraproposta dos trabalhadores prevê reajuste salarial de 5,2%, aumento linear de R$ 80, reajuste de 8,84% no vale-alimentação, abono dos dias parados e a manutenção das cláusulas sociais e do plano de saúde.

Até agora, os Correios ofereceram 5,2% de reajuste e o mesmo percentual aos demais benefícios. De acordo com a empresa, a proposta da vice-presidenta do TST teria um impacto anual de R$ 850 milhões.

Em razão da greve, estão suspensos os serviços prestados com hora marcada, entre eles o Sedex 10, o Sedex Hoje e o Disque-Coleta, na Grande São Paulo, no Tocantins, no Distrito Federal, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. No Rio de Janeiro, estão suspensos apenas o Sedex Hoje e o Disque-Coleta.

A direção dos Correios pretende realizar um "mutirão" neste fim de semana para colocar em dia a entrega de cartas e encomendas. Para tanto, informou, em nota divulgada pela assessoria de imprensa, que pretende realocar empregados de áreas administrativas, contratar funcionários terceirizados e pagar horas extras.

"São necessários pelos menos três meses para treinar um carteiro na rua, para que ele possa se adaptar ao serviço. Os funcionários de outros setores não conseguirão dar conta", previu Sebastião Cruz, integrante do comando de negociação da Fentect, em entrevista à Agência Brasil.

Os Correios garantem que apenas 9% dos 120 mil trabalhadores aderiram à paralisação. A Fentect estima que o percentual estaria próximo do teto de 60% determinado pelo TST, que exigiu a manutenção de pelo menos 40% do efetivo em cada uma das unidades. Nos dois primeiros dias da greve, 84% da carga de objetos foram entregues no prazo, segundo a empresa.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do TST informou que a direção dos Correios protocolou dados que apontam percentuais de comparecimento de 35% a 39% dos funcionários em algumas unidades no estado de São Paulo. Com base nesses documentos, a empresa quer que o tribunal multe a Fentect por suposto descumprimento da liminar que exige o efetivo de 40% em todos os locais de trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A ministra relatora, que ainda não se decidiu sobre a aplicação de multa, pediu para a federação se manifestar no processo.

Cruz avalia que os Correios têm condições de dar um reajuste maior do que o oferecido. “A empresa dá lucro e precisa investir esse lucro em seus trabalhadores”, defendeu. Em 2011, os Correios registraram um lucro líquido de R$ 833 milhões, 7,8% maior que o de 2010.
 
Fonte/Autoria: O Serrano
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Semana começa com metade dos funcionários dos Correios parados e 9.000 agências bancárias fechadas

 
A população que precisar de serviços bancários e dos Correios terá mais uma semana difícil. A greve começa a semana com adesão de 50% dos funcionários dos Correios e 9.000 agências de bancos fechadas, de acordo com as federações sindicais.

De acordo com o presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Carlos Cordeiro, a adesão está crescendo e há agências fechadas em todo o País. São 21.700 agências públicas e privadas no Brasil.

— Hoje 40% das agências não abriram as portas e a adesão atinge principalmente os seis principais bancos – HSBC, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Breadesco e Itaú – que representam 90% do total das agências.

Os bancários reclamam que as negociações estão paradas e não há contraproposta por parte dos bancos. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) diz que apresentou a proposta de reajuste de 6% no dia 28 de agosto e aguarda uma posição dos bancários sobre a proposta. A proposta apresentada pelos bancos passa longe da reivindicação dos trabalhadores, que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real.

"A Federação reitera que confia no diálogo, porque somente a aproximação das expectativas na mesa de negociações é possível alcançar os entendimentos necessários ao fechamento do acordo e renovação da convenção coletiva de trabalho entre bancos e bancários", diz a nota oficial da Fenaban.

Correios

Segundo o secretário-geral da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares), Edson Dorta, uma média de 50% dos trabalhadores estão em serviço nos Correios desde que a greve começou. A ECT (Emprega Brasileira de Correios e Telégrafos) ainda não divulgou o balanço com a adesão dos funcionários, mas fez um mutirão no fim de semana para tentar entregar encomendas paradas nas agências.

— Nós temos 24 das 35 bases sindicais em greve em 19 Estados, mas estamos respeitando o percentual determinado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) de 40% e aguardaremos a tentaviva de conciliação sobre o dissídio. Nós não queriamos ir para a Justiça, mas a empresa decidiu assim.

A federação reclama que o reajuste proposto pela empresa não cobre as perdas salariais e diz ainda que há um déficit de contratação de 30 mil funcionários. Eles também pedem uma mudança no horário das entregas para a manhã.

Os funcionários pedem reajuste de 43% (33% de reposição e 10% de aumento real). Os Correios apresentaram proposta que prevê 5,2% de reajuste de salários e benefícios e diz que "nos últimos nove anos os trabalhadores tiveram até 138% de reajuste salarial, sendo 35% de aumento real".

Além disso, a empresa nega o déficit e diz que 10.000 novos funcionários foram contratados nos últimos 21 anos e que há ainda 9.904 para serem contratados até abril de 2013. Sobre o horário de entrega, os Correios dizem que seguem o modelo do restante do mundo e que quando há condições climáticas prejudiciais o horário é alterado.

A ECT argumenta que entrou na Justiça contra a greve para "garantir a normalidade do atendimento à população". Na próxima terça-feira (25), o TST fará uma audiência de conciliação entre funcionários e patrões para chegar a uma negociação.
 
Fonte/Autoria: Portal R7
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O Popular: Paralisação prejudica entregas dos Correios

 
Brasília -No segundo dia da greve dos funcionários dos Correios, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) registrou um atraso nas entregas de cartas e encomendas de 24%. “Da carga diária, 76% está sendo entregue no prazo, o que equivale a 27 milhões de cartas e encomendas - o restante pode ter atraso de até um dia”, informa comunicado divulgado ontem.

A ECT disse também que, assim como ontem, 91% dos trabalhadores seguiram trabalhando normalmente. Dos 120 mil funcionários, um efetivo de 10.438 aderiram à paralisação, segundo aferição feita pela empresa por meio do sistema eletrônico de ponto. Na quarta-feira, a ECT apresentou números similares, mas a federação da categoria argumentou que a empresa “joga os números para baixo” para minimizar a força do movimento.

 
Fonte/Autoria: O Popular
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Paralisação dos Correios já atinge o Grande ABC

 
As agências dos Correios visitadas pela reportagem do Diário  até as 9h30 desta quinta-feira estavam funcionando normalmente, mas, segundo funcionários, as entregas é que pararam. "Os carteiros não estão trabalhando", informou uma funcionária. O centro de distribuição localizado no Centro de Santo André (Rua Catequese) está fechado. As agências, apesar de operarem normalmente pela manhã, no fim da tarde já suspendiam alguns serviços, como o de Sedex 10, por determinação da própria companhia.

Representantes do sindicato que representa a categoria na região ainda não tem balanço neste momento de quantas agências estão paradas e o número de trabalhadores. Até ontem à noite, representantes da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) afirmavam que 60% dos funcionários no Grande ABC tinham aderido à greve - de um total de 1.400 trabalhadores. Já, segundo a empresa, 91% do efetivo dos Correios trabalharam ontem. Entre as sete cidades há 18 agências, 20 centros de distribuição e um centro de tratamento.

A paralisação foi definida na noite de terça-feira em 23 assembleias realizadas em diversas regiões brasileiras. Em todas elas, a categoria votou a favor do ato grevista. Em Minas Gerais e no Pará os funcionários permanecem parados há uma semana. Segundo balanço geral, 84% dos profissionais (dos 120 mil trabalhadores) aderiram à paralisação nacional por tempo indeterminado. Já, segundo a empresa, 91% do efetivo dos Correios trabalharam ontem.

A mobilização é fruto do impasse nas negociações da campanha salarial deste ano. Enquanto a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) oferece 6% de reajuste, a categoria reivindica 43,7% de aumento (somadas perdas salariais desde 1994, o índice de inflação do País e reajuste real de 10%), R$ 200 linear aos salários, tíquete-refeição de R$ 35, contratação de 30 mil profissionais, fim das terceirizações, além de outros benefícios.

Ainda de acordo com a federação, outros sindicatos estão com assembleias marcadas para hoje e dias 24 e 25. Entre as regiões em greve estão São Paulo (Capital, Região Metropolitana, Campinas, Bauru), Rio de Janeiro e Distrito Federal.

SERVIÇOS - Segundo a ECT, devido a paralisação parcial em São Paulo, Tocantins, Distrito Federal e Paraná, os Correios suspenderam nesses locais os serviços com hora marcada (entrega de Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje e o Disque-Coleta).

AUDIÊNCIA - O TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu levar a julgamento o dissídio dos Correios, já que não houve acordo entre a empresa e o sindicato na audiência de conciliação realizada na manhã de ontem em Brasília. A ministra Kátia Arruda será a relatora e definirá a data do julgamento.
 
Fonte/Autoria: Diário do ABC
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Assembleia aprova proposta encaminhada pelo Comando e mantém greve

 
Daniela Martins

Assembleia aprova proposta do Comando


O segundo dia de greve dos trabalhadores dos Correios em Goiás foi marcado por mais uma demonstração de que os ecetistas estão, sim, dispostos a negociar nesta Campanha Salarial bem ao contrário dos arrogantes e intransigentes dirigentes da ECT. A Assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, 20, aprovou a proposta apresentada pelo Comando de Negociação em seu Informe 17e também deliberou pela continuidade do movimento paredista no Estado.

A proposta do Comando é uma ampliação da proposta apresentada pela própria ministra Cristina Peduzzi, vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), durante a audiência de conciliação realizada ontem. O Comando fez o acréscimo de duas cláusulas: abono dos dias parados e manutenção da cláusula 11 do acordo coletivo, ou seja, a certeza de que não haverá quaisquer alterações no plano de saúde.

Proposta encaminhada pelo Comando e aprovada na Assembleia de hoje:

a) Aumento linear no valor de R$ 80,00
b) Reajuste de 5,2% aplicado sobre os salários, reembolso-creche e auxílio de cuidados especiais;
c) Vale alimentação/Refeição extra em dezembro de 2012;
d) Reajuste de 8,84% aplicado sobre o Vale-Alimentação/Refeição e Vale Cesta, ou seja:
  d.1) Valor de R$ 575,00 para R$ 625,83 (para quem trabalha de segunda a sexta-feira)
  d.2) Valor de R$ 675,00 para R$ 734,67 (para quem trabalha de segunda a sábado);
  c.3) Vale Cesta de R$ 140,00 para R$ 152,37.
d) Manutenção da cláusula 11 (assistência médica/hospitalar e odontológica) sem quaisquer alterações;
f) Manutenção do acórdão do TST DC 6535-27-2011-5-00-0000, excetuando as obrigações já cumpridas previstas exclusivas para o ano de 2011 e janeiro de 2012 (nº 52, XI, letra a), com a cláusula de reajuste de 5,20%;
g) instauração de mesas temáticas proposta pela ECT em até 30 dias da assinatura do acordo coletivo 2012/2013;
h) Abono dos dias parados.

A proposta apresenta pela ministra foi rechaçada pela ECT, em mais uma demonstração de que a Empresa não está interessada em negociar e de que, desde o princípio, quer o julgamento no TST para reeditar o acórdão de 2011.

“Estivemos, ontem, em Brasília buscando o entendimento com a ministra e a Empresa, mas a ECT, que vivia falando nos bastidores que o Comando não queria negociar, mostrou sua verdadeira intenção”, apontou o secretário Eziraldo Vieira, que é um dos representantes de Goiás no Comando de Negociação da Fentect.

Assembleia

Durante a mobilização de hoje, na Praça Cívica, os trabalhadores realizaram um “apitaço” para chamar a atenção dos companheiros que ainda não aderiram ao movimento. No quadro geral, somente nove dos 35 sindicatos da categoria em todo o Brasil ainda não estão em greve. Em Goiás a greve cresce a cada dia.

“Queremos também parabenizar os guerreiros que sempre estão na luta, sabemos que às vezes precisamos parar para avançar”, destacou Eziraldo.

Apoio

Quem passava pelo Centro da cidade rendia apoio à mobilização da categoria, que tem hoje um dos mais baixos salários-base dentre os servidores federais: R$ 942.

Líder comunitário da Região Sudoeste da Capital, o também servidor público Ulisses de Sousa ao ver a movimentação dos ecetistas fez questão de parar para oferecer sua solidariedade. “É uma vergonha os trabalhadores não terem seus vencimentos corrigidos, como consumidor, como cidadão, pagador de impostos, eu me solidarizo e apoio os trabalhadores dos Correios”, comentou.

Amanhã, sexta-feira, os trabalhadores dos Correios em Goiás voltam a ser reunir na Praça Cívica, em frente à Agência Central.

MOBILIZEM-SE!

 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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Greve dos Correios: TST determina que 40% dos funcionários trabalhem

 
Brasília - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou ontem que os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) mantenham pelo menos 40% do total de trabalhadores em todas as unidades da empresa durante o período de greve. A decisão da juíza Maria Cristina Peduzzi foi anunciada depois do fracasso da audiência de conciliação entre as partes e, se descumprida, acarretará em multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos. “Foi identificado o caráter nacional do movimento”, disse a juíza. A decisão de um porcentual mínimo de funcionários em atividade leva em conta a necessidade de manutenção da prestação de serviços, ainda que o setor não seja considerado um “serviço essencial”. Os trabalhadores prometem recorrer. Na tarde de ontem, já como reflexo da greve, a ECT suspendeu as entregas com hora marcada Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje e Disque-Coleta) para algumas regiões. São elas: São Paulo (Capital e região metropolitana), Distrito Federal, Tocantins e Paraná. Sem um acordo, o TST decidiu levar a julgamento o dissídio dos Correios. A relatoria caberá à ministra Kátia Arruda, que definirá a data de julgamento. Até lá, empresa e funcionários tentarão chegar a um denominador comum. Maria Cristina disse que tinha esperança de que um acordo fosse fechado ontem, mas avaliou que existia um “abismo” entre as reivindicações dos trabalhadores e a oferta da empresa. A maior discrepância foi vista no porcentual de reajuste salarial. A ECT ofereceu 5,2%, mas os trabalhadores pediram 43,7% alegando perdas desde 1994, início do Plano Real. Para tentar chegar a um consenso, Maria Cristina propôs uma correção de 5,2% dos salários mais um aumento linear de R$ 80,00 para todos os funcionários, além de reajustes de benefícios. A sugestão foi rejeitada pelos Correios. “A nossa proposta geraria impacto de R$ 455 milhões e a nova, de R$ 854,6 milhões. Fica muito difícil acolher a sugestão financeiramente”, justificou o vice presidente de gestão de pessoas da ECT, Larry de Almeida. PREJUÍZO Com isso, a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Fentect) promete ampliar o movimento no País. “A greve vai se estender e o prejuízo para os Correios será maior”, disse o secretário geral da Fentect, Edson Dorta. O sindicalista argumentou que o piso salarial da categoria é hoje de R$ 942,00, proporcionalmente inferior ao que era pago há cerca de dez anos, quando os profissionais ganhavam, como base, o equivalente a três salários mínimos. Ele admitiu, porém, que a sugestão do TST não estava a contento da Federação, mas que, de qualquer forma, uma decisão final só poderia ser dada em assembleia. As paralisações começaram no Pará e em Minas Gerais e, segundo a ECT, ocorrem agora em 19 Estados mais o Distrito Federal. Já conforme a Fentect, a greve contou com a adesão de um total de 25 sindicatos dos 35 existentes. Levantamento feito pelos Correios, por meio do registro de ponto dos funcionários, revelou que a greve atingiu 10.737 trabalhadores, o que corresponde a 8,9% dos 120 mil funcionários da companhia. Os carteiros são os que mais aderiram.
 
Fonte/Autoria: O Popular
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Após assembleia, funcionários dos Correios entram em greve, em GO

 
Funcionários dos Correios decidiram entrar em greve após uma assembleia realizada na noite da terça-feira (18), em frente a unidade central da empresa, na Praça Cívica, em Goiânia. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Estado de Goiás (Sintect-GO), três mil carteiros cruzaram os braços. “Foram dois meses de negociações que não avançaram. A empresa recusou negociar e os trabalhadores deflagraram a greve”, explica o secretário geral do Sintect, Elizeu Pereira da Silva.

Assista ao vídeo

A paralisação que começou a valer nesta quarta-feira (19) irá atingir todas as regiões do estado. A categoria reivindica 43% de reajuste de salários, onde estão incluídos 33% de perdas salariais desde 1994. Com isso, o piso salarial passaria de R$ 942 para R$ 2,5 mil. Além disso, a categoria pede melhorias nas condições de trabalho.

De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o governo propôs reajuste de 5,2%, mas as centrais sindicais rejeitaram. No ano passado, os trabalhadores dos Correios ficaram em greve por dois meses e só retornaram as atividades após uma determinação judicial.

 
Fonte/Autoria: Portal G1
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Trabalhadores dos Correios do Brasil em greve

 

Deflagração da greve em Goiás


Os trabalhadores dos Correios em Goiás decidiram na noite desta terça-feira, 18, em Assembleia pela deflagração da greve a partir da zero hora do dia 19.

No total, trabalhadores dos Correios de 23 regiões entraram em greve ontem a noite, após decisão em assembleia da categoria nos Estados, se somando a Minas Gerais e Pará, que já estão em greve há uma semana. Um impasse nas negociações da campanha salarial 2012 levaram mais de 84% dos trabalhadores dos Correios a iniciarem uma greve nacional por tempo indeterminado.

Dos 35 sindicatos da categoria, todos os que realizaram assembleias ontem decretaram greve. Os outros sindicatos estão com assembleias marcadas para os próximos dias 20, 24 e 25 de setembro, podendo antecipar essas datas e deflagrarem greve junto aos demais sindicatos do país.

A categoria reivindica um aumento de 43,7% e R$ 200 linear, ticket de R$ 35, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores, o fim das terceirizações, além de outros pontos para garantia de melhores condições de trabalho.

Entre as regiões em greve estão Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Piauí, Vale do Paraíba, Roraima, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Paraná, Amazonas, Sergipe, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, São José do Rio Preto, Espírito Santo, Bauru e Campinas.

Até o dia 25 de setembro, as regiões de Acre, Maranhão, Bahia, Juiz de Fora, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Ribeirão Preto, Santa Maria, Santos e Uberaba também poderão deflagrar greve.

 
Fonte/Autoria: Sintcom
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Trabalhadores dos Correios estão em greve

 
Daniela Martins

Trabalhadores decidem pela manutenção da greve


O primeiro dia de greve dos trabalhadores dos Correios em Goiás foi marcado por uma certeza: a de que a categoria está disposta a lutar e não vai permitir que a ECT retire benefícios do plano de saúde, o Correios Saúde. “O eixo central desta campanha é a assistência médica”, ressaltou um dos trabalhadores presentes à Assembleia, realizada na tarde desta quarta-feira, 19.

O fato é que a Empresa, além de oferecer propostas rebaixadas, ainda pretende alterar a cláusula 11 do acordo coletivo, que trata do plano, sem deixar claro quais são as mudanças que almeja implantar. “O que está em jogo é nosso plano de saúde”, alertou Uéber Barboza, que completou: “Direito não se retira, direito se amplia”.

A Assembleia de hoje decidiu pela continuação da greve, que teve início pela manhã, após ser deflagrada pela Assembleia realizada na noite de ontem, dia 18. Agora é hora de ampliar a mobilização, os trabalhadores que já estão participando da greve devem conscientizar os colegas nas suas unidades, chamá-los para a luta. “Vamos convocar quem ainda não está na greve”, anunciou um dos participantes da Assembleia.

Adesão
Estima-se que mais de 25% da categoria no Estado já tenha aderido ao movimento, que deve ser ampliado ao longo da semana. Pelo interior, a participação é intensa. Em Rio Verde, por exemplo, 19 dos 44 carteiros estão em greve; em Quirinópolis, oito dos dez carteiros também paralisaram suas atividades. “Os companheiros do interior entenderam a necessidade de fazer a luta”, avaliou o secretário-geral do Sintect-GO, Elizeu Pereira da Silva

No panorama nacional, 23 dos 35 sindicatos estão em greve e outros sete farão suas Assembleias de deflagração do movimento paredista hoje.

Amanhã, a mobilização dos trabalhadores em Goiás continua em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica.

TST
Nesta quarta-feira também ocorreu uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho entre a ECT e a Fentect. Não houve acordo, e a vice-presidente do Tribunal, ministra Cristina Peduzzi, designou a ministra Kátia Arruda como relatora do dissídio coletivo dos Correios, que deve ir a julgamento na próxima semana.

 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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